sábado, 19 de abril de 2008

Polícia para políticos

Era 13 de outubro de 2007. Saí cedo de casa para ir à assembléia que instituiria o Movimento dos Sem-Mídia como uma ONG. Para minha infelicidade, o local ficava do outro lado da cidade, na zona sul. Moro na zona norte. Teria que pegar um metrô e um ônibus perto da Av. Paulista, que eu descobriria por lá qual seria. Peguei o metrô e desci na Paulista. Saí da estação e, cruzando a rua, passou por mim uma garota uma camiseta preta e os dizeres "Polícia para políticos".

Não poderia me admirar já que a Paulista se localiza em uma região de bairros nobres de São Paulo, entre a zona sul e a oeste: Pinheiros, Morumbi, Itaim, Ibirapuera, Saúde, Vila Mariana, etc. São bairros de classe média, classe média alta, assim como o meu. Bairros em que o PT tem alta rejeição. Bairros em que Alckmin conseguiu mais de 60%, 70% dos votos e que Lula não conseguiu mais que 20%, não raro 10%. A garota era mais uma que, cercada pelo monopólio da Folha, Veja e Globo, se colocava em luto pelos "descalabros do país", mais uma como outros vários que nem mais no PSDB e DEM, agora uma minoria fraca, têm esperanças.

Como do local da assembléia até onde eu estava era praticamente uma reta, não precisei correr atrás do "ônibus certo". Peguei o primeiro que vi e logo estava lá. Perto do local, numa esquina, uma pichação em protesto a Renan Calheiros: "Renancia Renan". Era a época em que a Veja perseguiu Renan com capas e mais capas. Mais um aliado do governo, estratégico num Senado com maioria oposicionista, que "caiu" depois das perseguições da Veja. Na mesma época, 5 senadores de PSDB e 5 do DEM respondiam a processos na Justiça, mas a Veja deixou pra lá.

Enfim, no mesmo dia, em questão de minutos, presenciei os sinais da total falta de identificação dos moradores dessas regiões com o cenário político nacional, agravados pelos fatos noticiosos que a grande imprensa insiste em requentar.



Na Assembléia, foram votados o estatuto e a formação da diretoria. Eduardo Guimarães, blogueiro do Cidadania.com, de onde tudo praticamente começou, ficou com a presidência. E eu fui um dos fundadores.

Veja aqui os posts da época. Clique aqui para ver as fotos. Autorizo a distribuição.



Da Assembléia fui direto para uma reunião da UNE, sobre o planejamento político da gestão 2007-2009. Os pontos foram debatidos e votados pelos diretores recém-eleitos.

Clique aqui para ver as fotos. Autorizo a distribuição. Confira aqui os vídeos que fiz no dia.



sexta-feira, 18 de abril de 2008

Crimes na classe média

Nesses últimos dias o noticiário tem sido dominado por notícias de crimes na classe média de São Paulo. Também chama a atenção o padrão das notícias sobre a criminalidade do Rio e de São Paulo. Se as notícias sobre o Rio de Janeiro se resumem às disputas entre traficantes nas favelas, podemos dizer que, pelo menos, São Paulo é mais chique, mas não menos cruel.

Se as favelas paulistas tem os mesmos níveis de criminalidade que as favelas cariocas nem eu sei. Parece que para a Globo e cia. notícia sobre criminalidade em São Paulo só é interessante quando se trata de ações do PCC. A classe média branca, assim como quer os pobres longe de si, nas periferias, também parece esperar que as notícias ruins permaneçam lá. Mesmo porque, para uma cultura elitista como é a da classe média paulista, infeliz por não fazer parte da Europa, saber que a criminalidade em São Paulo atinge níveis iguais ou piores que os do Rio deve ser, no mínimo, uma desonra descomunal. Mais interessante é uma ou outra ação do PCC, que leva essa classe média a crer que vive num filme de Hollywood, com gangues e máfias. É a lógica de cinema que não espanta o anunciante.

Farah Jorge Farah
Farah Jorge Farah teria matado e esquartejado sua amante no ano de 2003. Tinha uma clínica bem perto da minha casa, aqui na zona norte, onde teria cometido o crime. Foi condenado por unanimidade pelo tribunal do júri.

Segundo a versão de defesa, após o fim do relacionamento, passou a sofrer perseguição por parte da amante e teria cometido o crime em razão dessa tensão, não podendo distinguir o certo do errado.

Isabella
Isabella morreu após cair da janela do apartamento onde morava com o pai e a madrasta, na região do Tucuruvi, também aqui a zona norte. A suspeita da participação dos pais logo veio à tona, já que eram os únicos adultos presentes no apartamento no momento da queda. Após a suspeita de que outra pessoa poderia ter cometido o crime, o clima de "pega leve" tomou conta da imprensa.

Os advogados do casal sustentam a tese de que o prédio onde Isabella morreu não possuía padrões de segurança suficientes no dia do ocorrido e que haveria uma terceira pessoa no apartamento na hora da morte.

Segundo legistas, Isabella foi vítima de esganadura e seu pescoço foi apertado por três minutos, teve parada respiratória e a pulsação e os batimentos cardíacos diminuíram; e foi jogada pela janela depois de desmaiada.

Isabella e Madeleine
Casos parecidos, o de Isabella e de Madeleine passam pelos indícios da participação dos pais no crime.

Madeleine McCann, menina britânica de 4 anos, desapareceu em uma noite do hotel onde estava hospedada com os pais, quando estes passavam as férias em Portugal. O caso ocorreu em maio do ano passado e ainda não foi solucionado. Suspeita-se de que o crime tenha sido cometido por uma rede de pedofilia.

A suspeita da participação dos pais no sumiço foi tomada pela imprensa, após sinais de indiferença do casal com o ocorrido.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Bush: "Deus é Amor"

Eu poderia tecer comentários e mais comentários sobre a visita do Papa aos EUA de Bush, mas por questões éticas prefiro não entrar no campo da religião.

Por outro lado, não posso deixar de fazer uma crítica a Bush quando diz que "Deus é Amor". É como dizer "tortura sim, amor também". É a racionalidade de Bush. Mas não foi só isso.

Leia o trecho da matéria do G1:

O líder americano disse que, nos EUA, o papa encontrará um país de "oração" e "compaixão", porque "os americanos acham que uma sociedade livre é medida por como trata os mais fracos e vulneráveis".

"Em nossa nação coexiste a fé e a razão", disse, ao destacar os esforços de seu país para erradicar as doenças, aliviar a pobreza e promover a paz em "lugares imersos na escuridão da tirania e da desesperança".

Total falta de noção, mas pelo menos serve de mau exemplo.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Dilma e o "dossiê"

Dilma e o 'dossiê' para intimidar a oposição. Antes de tudo, é preciso determinar a fonte do "escândalo". Sim, a Veja. Desesperada com a possibilidade de investigarem as contas de seu pupilo, a "chocadeira" lançou timidamente a chamada "O dossiê para intimidar a oposição" em sua capa de 26/03/2008 (clique aqui).

Qual era o objetivo? Primeiro, era preciso escantear a proposta investigação dos gastos tucanos na presidência. Não poderiam deixar que o Brasil soubesse da podridão dos seus "escolhidos".

Depois, trocaram o termo "banco de dados", que seria o mais correto, para "dossiê", usado propositalmente de forma pejorativa para induzir o público a pensar que se tratava de algo feito de forma ilegal e para fins ilegais. O banco de dados já estaria pronto a pedido da mesma CPI, mas a Veja tratou de escamotear.

Seria o caso de intimidar a oposição? Outra questão que a Veja não entra em detalhes. Se "quem não deve não teme", seria o caso da oposição temer? Mas os objetivos eram outros. Na verdade, instigar a oposição contra o governo e criar um clima de guerra envolvendo posteriormente a imprensa e a população.

Era também preciso procurar um "culpado" pela "chantagem". Quem? Por que não Dilma, a candidata? Claro, a Veja não deixaria de tentar derrubar mais um nome em ascensão.

A tática é a mesma que ocorreu com a ex-ministra Matilde Ribeiro, Palocci, Severino, Dirceu, Renan e vários outros. Ou seja, se não podem derrubar o Lula, se não têm argumentos contra os resultados do governo, miram em seus aliados, a fim de inviabilizar politicamente seu projeto. Encher o saco mesmo! Tanto com relação ao governo quanto no entendimento entre governo e oposição, a tática é dividir e dificultar qualquer acordo. Como disse Cesar Maia (DEM) em seu "ex-blog" há alguns meses atrás: "já que não se pode levar o adversário a nocaute, a única possibilidade é dar golpes médios na região da cintura", e a Veja faz o que pode.

Zé Dirceu foi talvez o único da blogosfera a esclarecer os fatos, em seu post de 24/03/2008: "A revista, esta semana, aplicou uma vacina na questão dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e família com o cartão corporativo, antes que viessem a público. Inventou um dossiê feito pelo governo, que não foi feito. É só um pretexto para falar de sua revolta pelo fato de a CPI ter programado apurar as despesas com o cartão naquele período. Na 'reportagem' de seis páginas, não questiona nenhum gasto e nem pede nenhuma investigação sobre os anos FHC. Só sobre os anos do Lula. Já se fosse contra o PT, a gente sabe, a revista não estaria tratando de um dossiê simples, teria transformado numa denúncia, grave, e estaria clamando por uma CPI, investigações do Ministério Público Federal (MPF), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal e até do Vaticano e da ONU."

Arthur Virgílio (PSDB) logo pediu a cabeça da Dilma: "Cabeças têm que rolar", bradava. "Aconteceu o alopramento da ministra Dilma, ela é aloprada. Fica muito fácil agora todo mundo que pratica corrupção se escafeder.". O deputado Raul Jungmann (PPS): "É o estado policial que foi instalado pelo PT. Isso é gravíssimo. Eles estão tentando acuar a oposição.". O senador Sérgio Guerra disse o seguinte: "Nunca se viu até hoje o uso político da máquina do governo de forma tão acentuada.".

Era o tipo de atitude que a Veja queria. Mas não parou por aí...

O primeiro teste de Dilma
Com a história do dossiê, a Veja mirou na alternativa eleitoral que Lula procurou construir. Não era candidata, alguns diriam. Mas para a Veja, qualquer que seja o aliado do governo Lula que represente o governo como de caráter popular é um alvo em potencial e que deve ser eliminado, seja como for e custe o que custar.

Esse certamente foi o primeiro teste de Dilma como parte fundamental de um movimento de massas presente em todo o Brasil. Diferente de outros antes dela, não se abateu. Pelo contrário, avançou o suficiente para mostrar que não estava disposta a brincar de política e que estava pronta para o que fosse, seja a imprensa, seja o governo.

Como dos outros tantos casos a imprensa procurou derrubar mais um, mas viu que não conseguirá tão fácil de Dilma o que conseguiu com outros ministros do governo Lula.

A nova: o 3º mandato
Como não poderia deixar de ser, a Veja dessa semana se antecipa ao movimento do 3º mandato, que tomou corpo esses dias no embalo da reforma política. Para a Veja, Lula seria o "presidente vitalício".



Ela que diz. E ponto final.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Semana enfadonha

O noticiário anda lento essa semana. Dei uma lida no Estadão de hoje na faculdade e nada de novo.

Em resumo, só a polêmica declaração de Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, sobre a existência de um megacampo de petróleo na Bacia de Santos e a palpitaria dos economistas sobre a valorização ou não do Real em caso de alta dos juros.

Talvez a única novidade ficou por conta das eleições italianas. Berlusconi obteve maioria no parlamento, mostrando que o pêndulo pendeu para direita novamente. A instabilidade econômica e política condicionou o voto a uma tendência nacionalista. Fora isso, uma polarização entre alianças de centro-esquerda e centro-direita.

Mas aqui no Brasil, nada.

Finalmente!

Finalmente Arnaldo Jabor falou bem do Lula. E justamente sobre o que Lula disse sobre a crise econômica.

Mas sobrou para "Dirceu e cia."...

No link: http://tinyurl.com/5lglv2

domingo, 13 de abril de 2008

3 caminhos para o 3º mandato

Emenda Constitucional
A Constituição permite ao Presidente da República enviar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ao Congresso para que se mude o texto constitucional. A PEC teria que ser votada em 2 turnos na Câmara e no Senado e ter o voto favorável de, pelo menos, 60% dos deputados e senadores.

Mandato de 5 anos
Uma PEC aprovando um mandato de 5 anos faria com que o processo voltasse à estaca zero. Assim, Lula disputaria o 3º mandato e, talvez, um 4º, caso a possibilidade de reeleição se mantivesse.

Voto popular
Um plebiscito questionando o eleitorado sobre a possibilidade de uma "re-reeleição". Para isso, seria necessário o voto de 257 deputados e 41 senadores, menos que de uma PEC.

Pesquisa
O Datafolha realizou uma pesquisa em novembro de 2007 sobre a possibilidade de 3º mandato para presidentes, governadores e prefeitos. A pesquisa diz que:

- 65% são contra um 3º mandato de Lula;
- 73% rejeitam a possibilidade de que
presidentes concorram a quantos mandatos quiserem.

sábado, 12 de abril de 2008

A Globo mudou de cara

Com as sucessivas quedas de audiência, a Globo já tocou o alarme.

Agora veiculam um vídeo promocional exaltando o padrão Globo de qualidade e, pasmem, no jornalismo, a defesa da liberdade de expressão e o "respeito à opinião".

A idéia é dar uma cara nova para a emissora. Até no logotipo deram uma lustrada.

Mas as mudanças mais toscas foram as do Programa do Jô.

Primeiro, trocaram o sexteto do lado esquerdo para o direito.

O Jô chega no estúdio descendo por um elevador.

Os convidados não são mais apresentados na platéia. Agora, passam imagens deles chegando na Globo.

Mas a mudança mais amadora foi a abertura do programa. Negando o "padrão de qualidade que você conhece muito bem", agora passam pelos arranha-céus das áreas "nobres" de São Paulo as silhuetas e imagens do sexteto tocando e uma lua, maior que o sol, que viaja até a Paulista.

O 3º mandato ainda não chegou

Mas já virou spam na internet:

Mello: Terceiro mandato para Lula
http://blogdomello.blogspot.com/2008/04/terceiro-mandato-para-lula.html

Mello: Replay: Ainda sobre a emenda do terceiro mandato
http://blogdomello.blogspot.com/2008/04/replay-ainda-sobre-emenda-do-terceiro.html

Eduardo Guimarães: O mandato presidencial
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Eduardo Guimarães: Terceiro mandato: Falam os leitores
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Diário Gauche: Terceiro mandato, a nova onda lamacenta do PIG
http://diariogauche.blogspot.com/2008/04/terceiro-mandato-nova-onda-lamacenta-do.html

Rovai: Lula e o terceiro mandato
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/texto_blog.asp?id_artigo=2508

Zé Dirceu: 3º mandato não é inconstitucional
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=11&Itemid=37

Cristiana Lôbo: Reeleição e terceiro mandato
http://colunas.g1.com.br/cristianalobo/2008/04/11/reeleicao-e-terceiro-mandato

Lucia Hippolito: Olha o terceiro mandato aí, gente!
http://www.luciahippolito.globolog.com.br


Só um desabafo.

Cultura inútil ( e americana)

O estado americano de Oklahoma tem o formato de uma mão apontando o indicador.

O estado da Flórida parece uma pistola.

Os estado do Colorado e Wyoming são um retângulo.

O estado da Virgínia lembra uma nuvem.

O estado de District of Columbia está inclinado para a esquerda.
(se alguém conhece uma adaptação para o português me avisa)

E o estado de Rhode Island... chega a ser bizarro.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

3º mandato: sai ou não sai?

Ontem e hoje
Qual é o problema com o 3º mandato? Antes a imprensa ganhava pontos insinuando que Lula imitaria Hugo Chavez para se manter no poder através do golpe. Agora, com os índices de popularidade aumentando, parece que procura evitar o assunto.

Se o PT pensa que a imprensa inviabilizará a campanha do 3º mandato, procurando "afastar o cálice" para evitar o rótulo "autoritarismo petista", talvez agora seja a hora. A imprensa já sabe que uma vitória seria inevitável.


Todo mundo quer
Alguém se assume de direita no Brasil? Sim. São alguns poucos que podemos que encontrar pelas comunidades políticas do orkut e publicando artigos no site Mídia Sem Máscara.

Alguns deles defendem que a solução para o Brasil seria a adoção da monarquia parlamentarista.

Não seria má idéia. O PT teria a maior bancada e, conseqüentemente, o cargo de primeiro-ministro. Lula, como rei, dissolveria o parlamento quando achasse necessário.


3º mandato é coisa do passado
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere a Constituição:

DECRETA:

Art. 1º - Faculta-se ao Presidente da República os 3º e 4º mandatos.
Art. 2º - O mandato presidencial passa a ser de 10 anos.
Art. 3º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, XX de X de 2008; 187º da Independência e 120º da República.

___________________________
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Imprime, assina, publica.

Risco de apagão em 2010

A estrutura demonstra sinais de abalo. Matéria do Estadão de ontem (11/4/2008 - A10 Nacional) traz um sinal: "Para Aécio, parceria PSDB-PMDB está próxima", sobre a aliança municipal encabeçada por um candidato do PSB, envolvendo a polêmica aliança PT-PSDB.

Com o PMDB na coligação, Aécio traça alianças estratégicas que podem dificultar a viabilidade eleitoral de uma candidatura petista à presidência. Com esse embrião sendo formado, um PT sem um candidato viável do ponto de vista eleitoral e os partidos do Bloco de Esquerda se distanciando cada vez mais do PT, Aécio teria munição suficiente para desbancar outros nomes dentro do próprio partido e acabar levando setores políticos estratégicos para seu lado.

E o kiko?

Bastante estranha a notícia que rola por aí: "Obama diminui vantagem de Hillary entre superdelegados".

Há séculos que eu acompanho a contagem de delegados no site da CNN e não foi essa semana que Obama diminuiu a vantagem em "superdelegados". Mas só agora, com as pesquisas sobre as prévias do estado da Pensilvânia, que trazem a notícia.

O pessoal acordou tarde.


Novas
As prévias do estado da Pensilvânia serão dia 22.
Confira aqui (em inglês).

sábado, 5 de abril de 2008

Sonho e realidade

Matéria da revista Fórum sobre Martin Luther King.

Martin Luther King mostrou que um movimento só pode contar com um líder quando esse líder se mostra como a convergência de opiniões e a voz desse movimento.

Martin Luther King, assassinado há 40 anos
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=2491

"No dia 20 de Agosto de 1963, Luther King articulou uma manifestação com mais de 200 mil pessoas, pelos direitos civis no estado de Alabama, organizando campanhas por eleitores negros, nesta manifestação King pronunciou o seu célebre discurso I have a dream (Eu tenho um sonho). Os movimentos continuaram, em 1965 ele liderou uma nova marcha. Uma das conseqüências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar."

Veja o vídeo do discurso no link:
http://www.youtube.com/watch?v=QsQ8Fznh4T4

Internet para democratizar a mídia

Especial da revista Fórum. Confira no link:
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=2494

A mídia está mais fraca - Renato Rovai
Venício Lima analisa repercussão partidarizada da cobertura da tragédia da TAM e aponta por que os grandes meios não têm mais tanta influência na formação das opiniões da população

Romper a cadeia da pobreza - Rodrigo Savazoni
O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu da Silveira, é um dos principais formuladores do programa de inclusão digital

Software é poder - Anselmo Massad
Um dos movimentos altermundistas mais avançados e que desafia a maior corporação do capitalismo modenro, o desenvolvimento de programas de computador livres é um caminho de emancipação para países e camadas sociais pobres

Programa Legal - Luciana Bento
O número de usuários de softwares livres tem crescido a olhos vistos em todo o mundo, a ponto de gigantes da informática, como a IBM e Oracle decidirem desenvolver versões de suas ferramentas para o Linux. Ou seja, cabe às organizações, sindicatos e usuários independentes tomar as rédeas do processo e impedir que as grandes corporações se apossem de uma idéia coletiva

Na trincheira contra a Veja - Renato Rovai, Glauco Faria e Pedro Venceslau
Em entrevista exclusiva à Fórum, o jornalista Luís Nassif conta as razões que o levaram ao enfrentamento com a publicação da editora Abril e acusa: “Veja fuzila reputações”

Liberdade para mudar a receita - Anselmo Massad
O ativista e líder da Fundação Sofware Livre, Richard Stallman, fala sobre os avanços do movimento e compara a liberdade de modificar um programa áquela de mudar uma receira "Os cozinheiros são livres para fazer cópias, divulgar suas modificações e distribuí-las"

Blogue do Alon: Democratizar a comunicação
Neil Armstrong e o debate de um programa para o Brasil. Sugestões de medidas para o futuro governo.

Relatório aponta aumento na resistência dos blogs aos comentários de leitores - Carlos Castilho
Esta é talvez a mais controvertida de todas as constatações feitas pelos autores da versão 2008 do relatório O Estado da Mídia Jornalística (The State of the News Media), produzido pelo Projeto Excelência no Jornalismo.