sexta-feira, 18 de abril de 2008

Crimes na classe média

Nesses últimos dias o noticiário tem sido dominado por notícias de crimes na classe média de São Paulo. Também chama a atenção o padrão das notícias sobre a criminalidade do Rio e de São Paulo. Se as notícias sobre o Rio de Janeiro se resumem às disputas entre traficantes nas favelas, podemos dizer que, pelo menos, São Paulo é mais chique, mas não menos cruel.

Se as favelas paulistas tem os mesmos níveis de criminalidade que as favelas cariocas nem eu sei. Parece que para a Globo e cia. notícia sobre criminalidade em São Paulo só é interessante quando se trata de ações do PCC. A classe média branca, assim como quer os pobres longe de si, nas periferias, também parece esperar que as notícias ruins permaneçam lá. Mesmo porque, para uma cultura elitista como é a da classe média paulista, infeliz por não fazer parte da Europa, saber que a criminalidade em São Paulo atinge níveis iguais ou piores que os do Rio deve ser, no mínimo, uma desonra descomunal. Mais interessante é uma ou outra ação do PCC, que leva essa classe média a crer que vive num filme de Hollywood, com gangues e máfias. É a lógica de cinema que não espanta o anunciante.

Farah Jorge Farah
Farah Jorge Farah teria matado e esquartejado sua amante no ano de 2003. Tinha uma clínica bem perto da minha casa, aqui na zona norte, onde teria cometido o crime. Foi condenado por unanimidade pelo tribunal do júri.

Segundo a versão de defesa, após o fim do relacionamento, passou a sofrer perseguição por parte da amante e teria cometido o crime em razão dessa tensão, não podendo distinguir o certo do errado.

Isabella
Isabella morreu após cair da janela do apartamento onde morava com o pai e a madrasta, na região do Tucuruvi, também aqui a zona norte. A suspeita da participação dos pais logo veio à tona, já que eram os únicos adultos presentes no apartamento no momento da queda. Após a suspeita de que outra pessoa poderia ter cometido o crime, o clima de "pega leve" tomou conta da imprensa.

Os advogados do casal sustentam a tese de que o prédio onde Isabella morreu não possuía padrões de segurança suficientes no dia do ocorrido e que haveria uma terceira pessoa no apartamento na hora da morte.

Segundo legistas, Isabella foi vítima de esganadura e seu pescoço foi apertado por três minutos, teve parada respiratória e a pulsação e os batimentos cardíacos diminuíram; e foi jogada pela janela depois de desmaiada.

Isabella e Madeleine
Casos parecidos, o de Isabella e de Madeleine passam pelos indícios da participação dos pais no crime.

Madeleine McCann, menina britânica de 4 anos, desapareceu em uma noite do hotel onde estava hospedada com os pais, quando estes passavam as férias em Portugal. O caso ocorreu em maio do ano passado e ainda não foi solucionado. Suspeita-se de que o crime tenha sido cometido por uma rede de pedofilia.

A suspeita da participação dos pais no sumiço foi tomada pela imprensa, após sinais de indiferença do casal com o ocorrido.

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